Será realizado no dia 29 de Agosto às 12 hs no Largo Glênio Peres a 5ª Marcha das Lésbicas de Porto Alegre e a 3ª Jornada Lésbica Feminina.
Confira a programação completa acessando o blog: www.5marchalesbicadepoa.com.
A Marcha das Margaridas é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social e político e cidadania plena. Acontece a cada quatro anos, sempre no mês de agosto, por ser o mês, em que a líder sindical Margarida Alves foi assassinada por defender os direitos das trabalhadoras e trabalhadores rurais.
A Marcha das Margaridas se consolidou, desde 2000, na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista. E a agenda política de 2011 tem como lema: Desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade.
Em 2011, as mulheres trabalhadoras rurais, mais uma vez, estarão nas ruas, em movimento, para protestar contra as desigualdades sociais; denunciar todas as formas de violência, exploração e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres.
A Secretaria de Mulheres da CUT RS vem mais uma vez convidar todos os Sindicatos filiados a se integrarem para na construção da Marcha das Margaridas, que ocorrerá dias 16 e 17 de agosto em Brasília.
A Marcha das Margaridas sairá às ruas pela quarta vez, quando pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher é eleita para ser a presidenta do País. Mais do que isso: Presidenta Dilma é uma mulher guerreira e da luta. Com coragem, soube enfrentar os preconceitos que ainda existem na sociedade. O seu exemplo nos dá forças para lutar ainda mais. Vamos juntar toda nossa esperança e o nosso compromisso com a transformação da sociedade e vamos ousar, mobilizando 100 MIL MULHERES em Brasília. Este ano a Marcha está no calendário de ações estratégicas da CUT. É fundamental reafirmar a presença da CUT na luta do campo e do povo da floresta. Neste sentido definimos que estaremos presentes na Marcha com TRINTA MIL MULHERES, trabalhadoras do campo e da cidade. Seremos muitas Margaridas lutando pela transformação da sociedade. Principais eixos da nossa plataforma:
As lutadoras e lutadores sociais tem 2011 RAZÕES PARA MARCHAR POR: Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade.
Lutamos por políticas públicas que nos garantam a justiça, autonomia, igualdade e liberdade. Bandeiras traduzidas em nossa plataforma política.
Se você deseja participar, entre em contato com o Sindiserv: 54 8401-4436 com Mariane
Junte-se a Nós!
Saudações CUTistas e FEMinistas!
Quem foi Margarida Alves?
A marcha das mulheres trabalhadoras rurais recebeu o nome de MARCHA DAS MARGARIDAS em homenagem à ex-líder sindical, Margarida Maria Alves. Ela foi assassinada em 1983, na porta de sua casa, por latifundiários do Grupo Várzea, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba.
Margarida Maria Alves era Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, e fundadora do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. Ela obteve grande destaque na região por incentivar os trabalhadores rurais a buscarem na Justiça a garantia dos seus direitos protegidos pela legislação trabalhista. Promovia campanhas de conscientização com grande repercussão junto aos trabalhadores rurais que, assistidos pelo Sindicato, moviam ações na Justiça do Trabalho, para o cumprimento dos direitos trabalhistas, como carteira de trabalho assinada, 13º salário e férias.
Exemplo de luta e coragem
À época do assassinato de Margarida Alves, foram movidas 73 reclamações trabalhistas contra engenhos e a Usina Tanques. Um fato inusitado, em função da então incipiente democracia brasileira, e que gerou grande repercussão. Em conseqüência disso, Margarida Alves passou a receber diversas ameaças. Eram “recomendações” para que ela parasse de criar “caso” e deixasse de atuar no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
A despeito disso, Margarida Alves não escondia que recebia outras ameaças. Pelo contrário, tornava-as públicas, fazendo questão de respondê-las. Um dia antes de morrer, Margarida Alves participou de um evento público, no qual falou dos recados que vinha recebendo. Em seu último discurso, registrado em fita cassete, Margarida denunciou as ameaças que vinha sofrendo e disse que preferiria morrer lutando a morrer de fome.
Margarida se tornou um símbolo de força, de garra, de coragem, de resistência e luta. Um exemplo e um estímulo com grande força mobilizadora. Cada mulher trabalhadora rural se inspira em Margarida Alves para resistir, lutar contra as formas de discriminação e violência no campo, qualificar, mobilizar e participar das lutas por igualdade de gênero, por justiça e paz no campo.
O espírito de luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais encontrado em Margarida foi o principal motivo de seu assassinato. Margarida não morreu, suas pétalas se espalharam e florescem a cada dia, se multiplicando num imenso jardim.